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CURIOSIDADES
• Dr. João Baptista Gomes Ferraz
Vereador, Prefeito, Deputado Estadual (o primeiro socorrense a ocupar esse cargo), Deputado Federal e membro da comissão que erigiu o Mausoléu do Soldado Constitucionalista, no Ibirapuera, em São Paulo, ocupando ainda diversos cargos públicos durante a sua vida.
• Antônio Ferragutti (Toninho Ferragutti)
Músico acordeonista em atividade, conhecido internacionalmente, com certeza um dos melhores do Brasil, é filho do músico e compositor Pedro Ferragutti, também de Socorro, autor de vários choros conhecidos no Brasil.
• Poeta Lino Guedes
Falecido em 1951, o poeta socorrense viveu aqui sua infância. Filho de escrava (preta Benedita, da casa do Cel. Olímpio que, por sua bondade, vivia em liberdade), era ele uma gentileza a toda prova. Suas primeiras letras aprendeu em Socorro e a escola normal fez em Campinas, onde escreveu para o Diário e o Correio Popular. Mudou-se para São Paulo e tornou-se um poeta. Canta o que sente. Escreveu muitos livros de versos, entre eles: Sorrisos do Cativeiro, Urucungo, O canto do Cisne Negro etc.
Segue, abaixo, um verso que mostra muito bem sua característica :
"Vamos sair hoje à tarde
Traga a sua chinelinha
Também aquele vestido
Que lhe deu a sua madrinha,
De uma coisa não se esqueça :
Veja bem de vir ... sozinha ...."
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Num trabalho pioneiro, mesmo não tendo a pretensão de um Barão de Tefé, que descobriu a nascente do Rio Jarí na floresta amazônica, o engenheiro agrônomo e fiscal federal de acidente de trabalho, Antonio Carlos Avancini, natural de Itapira, esteve à frente de atuantes membros da Associação Itapirense de Pescadores (AIP), para descobrir o local exato da nascente do rio do Peixe.
O Município viu as primeiras notícias sobre essa viagem no jornal Tribuna de Itapira, que falava sobre a reunião que a AIP estava realizando para organizar essa procura. Através dele entramos em contato com Avancini, para conhecer os resultados da viagem.
AAIP foi fundada em 1997, com o objetivo primeiro de combater a pesca predatória. Como em Itapira não existia nenhuma entidade voltada ao meio ambiente, os objetivos foram sendo acrescentados, para incentivo à pesca de Jazer, repovoamento do rio, plantio de árvores na mata ciliar, proteção aos mananciais e outros, sempre voltados para a água e rios. A associação filma e edita fitas sobre os mais diversos assuntos relacionados à proteção dos rios, passando as depois em escolas de Ensino Fundamental e Particulares, com palestras e fotos, para conscientizar as crianças sobre a importância de preservar a natureza.
O rio do Peixe que, assim como em Socorro, cruza Itapira, o principal afluente do rio Mogi-Guaçu. Avancini conta que ele é altamente piscoso, e já foram pescados dourados com 8 quilos, e não existia nenhuma informação sobre sua nascente distância e outros dados, havendo apenas uma suspeita de que a nascente estava próxima à cidade mineira de Senador Amaral.
A aventura começou no dia 13 de janeiro, às 5:30 horas da manhã. Percorreram 100 km, até chegarem a Munhoz. Uma foto de satélite da bacia do rio Mogi-Guaçu mostrava duas micro bacias naquele município. O pessoal conversou com as pessoas mais antigas do local e, com base nessas informações e nas fotos do satélite, optaram por seguir para o lado direito, no sentido de Senador Amara, uma cidade com 5 mil habitantes, recentemente emancipada de Cambuí.
A intuição estava correta e às 12:00 horas encontraram a nascente, a 1560 m de altitude, encravada na Serra da Mantiqueira. Nasce com o nome de Ribeirão Fundo, une-se com o Rio da Corrente, passando a se chamar Rio da Corrente até a divisa com Socorro, onde recebe o nome de Rio do Peixe. Um fato Curioso é que no local existia um grande lago, hoje um terreno de charco (local com: vegetação aquática e brejosa), com cerca de 5 km de comprimento por 5OOm de largura. Dessa vegetação igrófita vai aflorando água, descendo por gravidade, até formar um leito de água corrente no final do charco. Nasce o rio do Peixe!
O que chama a atenção é que desse charco, no sentido contrário, ao sul, também nasce outro rio, que vai formar a bacia do rio Sapucaí. Esse é um fato muito raro de acontecer.
Apenas em três lugares do mundo uma nascente dá local para dois rios distintos: na Groenlândia, em Goiás e, agora, em Senador Amara!. O rio do Peixe tem 130 km de comprimento, da nascente até à foz no rio Mogi-Guaçu.
Avancini, presidente da ,AlP diz que, ficou feliz a descoberta mas, por outro lado, muito triste, porque a degradação no local é bastante grande. Uma nascente deve estar, protegida pelas leis ambientais e um: loteamento de chácaras no local é preocupante, além do excesso de agrotóxicos de lavouras de batata e morango. A cabeceira de dois rios, fato raríssimo, não pode estar nessa situação. A fita e fotos do local serão encaminhadas para o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Mogi-Guaçu, para que as autoridades possam tomar providências para proteger essa nascente. A filmagem de Socorro até a foz será feita num segundo momento, e a data desse evento ainda não está definida.
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O engenheiro Augusto Carlos de Vasconcelos, formado pela Escola Politécnica, nasceu no Rio de Janeiro em 1922 e, a partir dos 10 anos, morou em Santos e em São Paulo. No Magistério Superior foi Professor Assistente da Escola Politécnica e Professor Titular da Escola de Engenharia Makenzie. Em seu livro "O Concreto no Brasil" fala da ponte construída em Socorro, ressaltando o pioneirismo dessa obra, em concreto, no estado de São Paulo.
No que se refere a pontes, a primeira obra em São Paulo, devidamente documentada é descrita na Revista Polytechnica n.º 31/32 (17) de 1910, em artigo intitulado "Concreto Armado em Socorro". O engenheiro GUILHERME E. WINTER, autor do projeto junto com ERNESTO CHAGAS, descreve a ponte construída pela Cia. Mogyana de Estradas de Ferro na Av. Pereira Rebouças sobre o Ribeirão dos Machados, com 28m de comprimento. Esse ribeirão possui normalmente apenas 2m de largura, podendo atingir em época de chuvas até 20m. Daí a necessidade da ponte com 28m.
A Mogyana havia construído a estação terminal um pouco afastada do centro da cidade para evitar despesas com desapropriações com a planejada extensão da linha férrea. Para possibilitar o acesso à estação, projetou e construiu por sua conta, com seus próprios funcionários, a ponte que se reproduz na figura 11, ainda existente e em perfeito estado de conservação. Sendo esta uma obra pioneira (**), é natural que tenha havido o máximo cuidado na aplicação do concreto, seguindo as mais recentes especificações e recomendações estrangeiras da época. Por isso repetimos as informações que constam de a respeito da dosagem e aplicação do concreto: feito com pedregulhos retirados do rio, com 250 kg de cimento por m3, de traço 1:3:6 e consistência "farofa"; foi lançado nas formas dos arcos de 15/40 cm em pequenos baldes e socado com um macête "até lacrimejar". Percebe-se daí a perfeição da aplicação do concreto e portanto o motivo de conservação perfeita da obra confirmando o princípio hoje universalmente aceito de que "a melhor proteção da armadura contra a corrosão é um concreto bem feito".
Essa obra foi armada com vergalhões de aço, classificando-se portanto como concreto armado com o sentido que hoje se lhe dá. A laje do tabuleiro entretanto, com 3 m de vão, é apoiada no fecho dos arcos (9 ao todo, um em cada metro de largura do tabuleiro) e na pilastra, sendo armada com trilhos usados.
Foi inaugurada em 3/5/1910, (21) pág. 133
Transcrito do Livro "O Concreto no Brasil", volume 1, 2ª edição (PINI), em 1992.
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